domingo, 9 de setembro de 2012

Diário de um sonhador,

só que não.

Reparei que hoje que o pôr do sol estava mais intenso. Quente. Quente eram as cores, mas não o clima. O clima estava bom. Estável. A cor um laranja intenso que cobria o sol. Quanta beleza. Beleza viva e exposta como um grito. Olhem pra mim! E me deem um sorriso. Foi o que eu entendi. E apreciei. E sorri.



Quando cheguei em casa, foi onde começou a tempestade.
Comentei com a minha mulher: – Amor, não era margarina que eu pedi para comprar, era manteiga.
Ela: - Ah então tu tá querendo dizer que eu não sei fazer nada certo, é isso?
Eu: - Não foi o que eu disse, eu só quis dizer que...
Ela: - Não! Foi sim! Você nunca reconhece o que eu faço! Não percebe o quanto eu me esforço...
Eu: - Mas amor...
Ela: - Nãaao! Não tenta arrumar, já estragou tudo. Tu não me ama mais! ;(
Eu: - Não amor '-' eu não disse isso...
Ela: - Disse sim! Eu entendi o que tu disse, sem dizer.
Eu: - Eu é que não tô entendendo...
Ela: - É claro! Tu nunca me entende!
            E saiu da sala. E eu fiquei sem manteiga. E sem reação.


Protesto: A mulher não é fácil, a mulher é fácil quando tá a fim!




Porque a mulher que é fácil com qualquer cara, já era outro enfoque. Agora a mulher que só tá a fim de um cara, ela (em alguns casos) facilita a conquista para ele e não é uma coisa comum, eu não acho, até porque a mulher (nesse caso) tá sempre na defensiva. O foda é quando o cara não percebe isso ou não dá valor.
Aí eu digo o seguinte: Seja fria pra crlh! E larga de mão esse magrão! E retiro tudo o que disse no inicio desse comentário: A mulher não é fácil, a mulher é fria. E tem mais é que ser.
E nesse caso, tu vale muito mais que esse cara. E por quê? Por que tu és gostosa? Linda? Com atitude? Que sabe dar a volta por cima? Não. Porque tu simplesmente sabes dar valor as pessoas que aparecem na tua vida.
Alguém que era só para ser mais um. Tu tirou dessa posição de opção e passou para prioridade. Teu grande erro. E teu grande valor. Porque hoje em dia isso é raridade. Não é todo mundo que sabe dar uma chance.


E hoje somos bombardeados por excesso de informação. O sexo explícito na TV. O supérfluo do consumismo. Os padrões de beleza. As supostas influencias. Os supostos programas intelectuais e culturais. É muita coisa... E muita coisa nos afasta de muita gente legal. Muita gente bonita e bonita por inteiro, com conteúdo. É um grande excesso de nada, transmitido pela mídia e outros veículos de comunicação, que acabam quebrando essa linha de liberdade de expressão e excesso de informação.
E o resultado? O que resulta é a perda de filosofia das pessoas – para uma com as outras.
A uma névoa passando por cima da essência das pessoas. Essência? Alguém sabe o que é isso? Duvido.
Os conceitos hoje em dia são muitos padrões – padrões superficiais.
Como vemos, por exemplo, em programas de relacionamento: “Gosto de: Morenas.
Quero alguém: que me complete, seja a metade da minha laranja, fiel, bonita, inteligente. Safada, mas comportada. Divertida, mas madura...” E por ai vai.
É assim, como se fosse um cardápio, cheio de exigências. Não digo que não tá certo a pessoa idealizar alguém. Todo mundo idealiza alguém de algum jeito. Mas o que eu tô querendo dizer e falo por mim, é que as minhas idealizações nunca me impediram de conhecer alguém. Até porque já me interessei por garotos que não tinham nada haver comigo. Muito distante daquilo que eu idealizava e foi ótimo, gostei, adorei! Mesmo. Porque tu acabas aprendendo a gostar de defeitos, de manias irritantes, de trejeitos a aceitar a pessoa como ela é, a se aceitar. É uma surpresa que todos deviam experimentar: O novo. O diferente. O oposto de tudo aquilo que tu és e tudo aquilo que tu deseja ver em alguém. Acabas gostando de características dessa pessoa que jamais imaginaria gostar. E por que isso? Porque nessa pessoa faz sentido, porque ela É assim. E ela é inteira e não é metade de laranja nenhuma, ela é um mundo e tudo que tu tens a fazer é explora-lo.
Se dê essa chance. Não faça uma lista de exigências e se deixa provar pelos pratos exóticos.
Porque a pessoa ideal é a que te faz feliz, que meche contigo, que te traz um diferencial. Simples assim! Ate porque alguém com qualidades & defeitos, muito fora do teu cardápio de exigências pode te fazer muito feliz.
# Pensei nisso. Permita-se!

O Brasil é o país do futebol, em contrapartida..


“Os brasileiros
estão habituados
com o melhor
futebol do mundo.
Ele é razão de
orgulho nacional.
É perfeitamente
natural querer
preservá-lo. Em
contrapartida, a
expectativa a
respeito da conduta
dos políticos é
muito baixa e
não haveria nada
a preservar.”

domingo, 2 de setembro de 2012

Pensamentos assim, como se fossem quebrar. Clack!




 
A noite trouxe certa inspiração. Mas isso é neblina ou névoa? Não sei. Ainda não sei a resposta de muitas coisas. E talvez seja esse o grande impulso para a vida (além de nascer, é claro) as perguntas. As perguntas são o que nos movem.  Diz á lenda que o universo é infinito. Não existe um fim. Assim como há perguntas que não tem uma resposta exata.  Por que existo? Não sei. E talvez seja esse o grande segredo da vida, que só descubro quando morrer. E o que é morrer? Não sei. Mas é claro que o desconhecido atrai. Desperta curiosidade. Assim como o medo excita. O medo meche com o corpo, com a mente. Assusta porque contradiz a nossa lógica. A própria lógica que é definida quando criança. Costumes – tradição – educação. E o medo tá muito mais dentro, do que fora da gente. E o que mais me chama atenção no medo, é o impacto que ele causa, o modo como meche com uma pessoa. Porque meche.
  Havia um gato preto na rua. Mera superstição? Mera ligação de fatos? É só um gato ou um sinal?... Assim como se pararmos para discutir sobre céu e inferno. Vida e morte. Tudo desconhecido e incerto. Não há uma resposta absoluta. Mas HÁ uma resposta. Talvez não a resposta que te satisfaça completamente. Que te tranquilize emocionalmente e psicologicamente, mas como um garoto que eu conheço disse: – “Há uma resposta para cada pergunta. E essa resposta vai até o ponto que te basta.” E todo mundo tem um limite. Nesse caso, até o ponto que te satisfaça o bastante. O bastante para não enlouquecer. E até para desenvolver certa lógica em cima disso.
  As pessoas precisam de respostas, talvez não para todas as perguntas, mas precisam. Assim como precisam de um Deus, não necessariamente profético e soberano, mas que seja o Criador do universo. Uma Energia. Um Espírito. Uma Força. Mas precisam acreditar na sua existência.
  E é bom fazer uma reflexão sobre a vida, o que há nela e fora dela. Mas sem exageros. Entendendo que o Acaso é algo muito presente na nossa vida. Por isso não se apegue demais aos detalhes. Certos questionamentos brincam com a nossa sanidade. A vida é um sonho? E morrer seria acordar? Não sei, não sei. E enquanto isso eu vivo, porque viver é raridade. A maioria das pessoas apenas existem.
  E o ser humano é frágil diante das estranhezas do mundo e fora dele também. Sejam elas obscuras ou divinas. Um vulto na sombra. Uma aurora boreal. O ser humano é mistério.



Por Stephanie Reichel.