quarta-feira, 30 de maio de 2012

Buda (sermão)



“Bem-aventurados aqueles que sabem e cuja sabedoria está isenta de enganos e superstições.

Bem-aventurados aqueles que transmitem o que sabem de forma amável, sincera e verdadeira.

Bem-aventurados aqueles cuja conduta é pacífica, honesta e pura.

Bem-aventurados aqueles que ganham a vida sem prejudicar ou por em perigo a vida de qualquer ser vivo.

Bem-aventurados os pacíficos, que se despem da má vontade, orgulho e jactância, e em seu lugar situam o amor, a piedade e a compaixão.

Bem-aventurados aqueles que dirigem seus melhores esforços no sentido da auto-educação e da auto-disciplina.

Bem-aventurados sem limites aqueles que, por estes meios, se encontram livres das limitações do egoísmo.

E, finalmente, bem-aventurados aqueles que desfrutam prazer na contemplação do que é profundo e realmente verdadeiro neste mundo e na nossa vida nele.”

domingo, 20 de maio de 2012

Marlon Brando era um verdadeiro galã


Ídolo de uma geração, símbolo de rebeldia e eterno galã, Marlon Brando era um dos últimos monstros sagrados da sétima arte. O ator morreu aos 80 anos, em Los Angeles (EUA).

Brando, reconhecido por ser metódico, reescreveu as regras de atuação e, com sua impactante sensualidade, redefiniu a forma do astro de cinema masculino.


Um de seus papéis mais memoráveis foi o do mafioso Don Vito Corleone, em "O Poderoso Chefão", de Francis Ford Coppola.

Nos últimos anos, Brando continuou a ocupar as manchetes da imprensa mundial, não por seu talento, mas sim pelas tragédias familiares pelas quais passou.

"Ele tinha o que se pode chamar de combinação perfeita", afirmou certa vez o ator Rod Steiger, co-protagonista de "Sindicato de Ladrões" (1954). "Tinha um talento incrível, era um símbolo sexual e se negava a aceitar compromissos. Tornou-se a expressão de uma interpretação verdadeira e realista, que nunca teria existido sem ele", disse Steiger.

Sob a direção de grandes diretores, Brando se transformou no principal expoente da nova geração de atores do pós-guerra, com filmes como "Uma Rua Chamada Pecado", "Viva Zapata!", "Sindicato de Ladrões" e "O Selvagem".

Bud, como era chamado pela sua avó, nasceu em 3 de abril de 1924 em uma família modesta de Omaha (Nebraska). Sua mãe era uma atriz depressiva e alcoólatra, e seu pai era um vendedor mulherengo "com sangue composto de testosterona, adrenalina, álcool e íra", segundo o próprio Brando.

Após ser expulso de uma escola militar, o jovem Brando se mudou para Nova York para estudar arte dramática na escola de Stella Adler e no Actor's Studio, onde aperfeiçoou o "método" Stanislavsky, que consiste em recorrer a suas próprias emoções para encarnar um personagem.

Em 1947, Brando causou sensação na Broadway com o papel do brutal Stanley Kowalsky na adaptação da obra "Um Bonde Chamado Desejo", de Tennessee Williams, que logo abriu as portas de Hollywood para ele. No Brasil, o filme ganhou o título de "Uma Rua Chamada Pecado".

Inicialmente recusou as ofertas da meca do cinema, ao indicar em 1948 que os produtores de Hollywood "nunca nunca fizeram um filme honesto em sua vida e, provavelmente, nunca o farão".

Dois anos mais tarde, estreou com grande êxito de crítica no filme de de Fred Zinnemann "Espíritos Indômitos", onde interpretava um soldado paraplégico, antes de trabalhar sob a direção de Elia Kazan para a adaptação cinematográfica de "Um Bonde Chamado Desejo".

Além de render a ele em 1952 a primeira das quatro indicações consecutivas ao Oscar de melhor ator, o longa-metragem deixou gravada a imagem de Brando como símbolo sexual, com sua camiseta branca suada.

Depois encarnou o famoso revolucionário mexicano em "Viva Zapata!", também de Kazan, e Marco Antônio em "Júlio César", de Joseph Mankievicz, antes de se converter no símbolo da rebeldia ao interpretar o líder de um bando de motoqueiros no filme de Laslo Benedek em "O Selvagem" (1954).

"Nenhum de nós que estávamos envolvidos no filme nunca imaginamos que instigaria ou incitaria uma rebelião juvenil", escreveu Marlon Brando em sua biografia autorizada "As Canções que Minha Mãe me Ensinou", publicada em 1994.

Brando chegou a fazer ainda alguns filmes que destoavam de seu currículo, como "Casa de Chá do Luar de Agosto" (1956), onde curiosamente vivia um asiático, e o musical "Eles e Elas" (1955), onde cantou ao lado de Frank Sinatra.

Brando ganhou dois Oscars de melhor ator: em 1955 pelo retrato de um ex-boxeador fracassado, em "Sindicato de Ladrões", de Elia Kazan, e em 1972, com o papel de Don Corleone em "O Poderoso Chefão", que marcou a recuperação de sua carreira.

Seu poder de atrair público diminuiu nos anos 60 devido à sua participação em filmes considerados medíocres.

Embora tenha merecido o Oscar de "O Poderoso Chefão", Brando não compareceu à cerimônia de entrega e enviou no seu lugar a [suposta] índia Sacheem Littlefeather, na verdade uma atriz hispânica, para manifestar ao público o descontentamento com a forma como Hollywood tratava os nativos americanos.

A polêmica cercou sua vida após a estréia do polêmico drama erótico "O Último Tango em Paris" (1973), de Bernardo Bertolucci, no qual interpretou um homem de meia-idade, desorientado após o suicídio da esposa.

Reconciliado com a fama, Brando que dizia atuar para "sobreviver" fez o filme mais comercial de sua carreira, "Superman - O Filme" (1978), de Richard Donner, no qual interpretou Jor-El, o pai do super-herói, antes de encarnar o desesperado coronel Kurtz em "Apocalypse Now" (1979), de Francis Ford Coppola.

Depois disso, anunciou repentinamente sua aposentadoria para se dedicar a fundo às causas sociais, embora tenha continuado fazendo aparições esporádicas no cinema. Seu último filme, "A Cartada Final", estreou em 2001.

No fim da vida, Marlon Brando tornou-se o herói trágico de uma sórdida história familiar.

Ele teve pelo menos nove filhos, frutos das várias relações que mantinha com mulheres geralmente morenas e exóticas, entre elas as atrizes porto-riquenha Rita Moreno e a mexicana Movita Castenada.

Em 1990, seu primogênito Christian, fruto do casamento com a primeira esposa, a atriz Anna Kashfi, assassinou o namorado de outra filha do ator, Cheyenne, nascida de sua relação com a taitiana Tarita Teriipaia. Christian passou cinco anos na prisão e Cheyenne se suicidou em 1995, depois de uma longa depressão.

Obeso, Brando chegou a pesar 160 quilos e voltou a ficar recluso na Polinésia francesa, paraíso que o encantou durante as filmagens de "O Grande Motim" (1962) onde ele conheceu Tarita e onde costumava passar longas temporadas desde que comprou a ilha de Teti'aroa, em 1966.

quarta-feira, 16 de maio de 2012


Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva..

- Aquarela

Pirâmides

      



Pirâmide vem do grego PYRA que quer dizer: fogo, luz, símbolo e MIDOS que significa Medida.
As PIRÂMIDES de GISÉ estão localizadas na esplanada de Gisé, na antiga necrópole da cidade de Menfis, e atualmente integra o Cairo, no Egito.
Elas são as únicas das antigas maravilhas que sobrevivem ao tempo.

As três Pirâmides de Gisé foram construidas como Tumbas para os reis:
                                               
Três Reis: pai, filho e netos.
KUFU (Quéops) pai
QUÉFREN- filho
MENKAURE (Miquerinos) netos
A maior PIRÂMIDE  mede 160 metros de altura com 49 andares. Construida 2550 a.c. e 2500 milhões de blocos, cada bloco com 2 toneladas.
A grande Pirâmide de 450 pés de altura é a maior de todas as 80 Pirâmides do Egito, mede mais ou menos 7 quarteirões, todos os lados.
O Templo mais bonito é o do Faraó Ramsés II, chamado MEDINET HABU.
As Pirâmides não ficam no deserto como as pessoas pensam, elas ficam nos suburbio de Gizah na grande Cairo, mais ou menos a 10 Km do centro.


Link: Egito com seus mistérios e cultura fascinante

terça-feira, 15 de maio de 2012

Alguém quer brincar de barbie?


haha

Gente, a barbie existe


 Eu não ia postar fotos da modelo russa Valeria Lukyanova, porque não quero fazer apologia a esse padrão de beleza. Que ao mesmo tempo em que é bonito, também é bizarro...




Mas a minha criança interior fica feliz de saber que a barbie existe. Se é que me entendem.

domingo, 13 de maio de 2012

Clarice Lispector



Eu não escrevo por querer não. Eu escrevo porque preciso. Senão o que fazer de mim?
Tudo o que fico sendo ou agindo ou pensando tem acompanhamento musical. Há dias inteiros e consecutivos que são acompanhados por poderoso e soturno órgão. Quando eu estou difícil para mim mesmo o acompanhamento é de quarteto.
Quase não sei o que sinto, se na verdade sinto. O que não existe passa a existir ao receber um nome. Eu escrevo para fazer existir e para existir-me. Desde criança procuro o sopro da palavra que dá vida aos sussurros. Só não me tornei um verdadeiro escritor porque me perco demais entre as vidas e minha vida. E porque também preciso pôr ordem na minha vida, nesse caos de que é feita esta vida grave e inassimilável. Não consigo me associar á minha vida.
Grave como um menino de treze anos. Grave como uma boca aberta cantando. A anunciação.
Que desaforo: me fazer esperar.
Ver é milagre. Como descrever uma pirâmide?
Como descrever uma luz acesa?

Livro – Um sopro de vida

Gerard Way


sábado, 12 de maio de 2012

O filme - A Origem


Navegar nesse desconhecido que é a mente,
abrir as janelas do inconsciente: sonho – sonhar – sonhando.
- paradoxo -
Universo paralelo
Será que Freud explica?
A capacidade de criar um mundo: imaginação
- sentir -
O consciente, com o tempo, adquire cada vez mais informações e
para minha surpresa, o inconsciente também.
É impressionante a forma que cada vez vai ficando mais real o sonho.
A proximidade com a realidade.
Pequenos detalhes. Situações semelhantes...
Se eu fosse movida apenas pelo sentimento – talvez – não conseguisse mais identificar o que é real e o que não é.
Mas a lógica me acorda para aquilo que chamo de realidade.


Baita filme. E que ideia fantástica foi essa: sonho dentro de um sonho.
Me traz uma coisa Freudiana...
Aliás, os últimos filmes do Leonardo Di Caprio tem me agradado muito. A produção dos filmes e a sua atitude diante as telas.
Mas na verdade não tem um filme do ator Leonardo Di Caprio que eu considere ruim. Um dos meus atores favoritos para falar a verdade.

O mestre publicitário Washington Olivetto

Há um ano, pegamos carona na saída corrida do publicitário paulista após uma palestra no Brasilshop. Foi um papo rápido e objetivo antes de voltar correndo para a agência para saber se sua última criação havia sido aprovada pelo cliente.

Por André Ciasca (@_deds)




Seus pares na publicidade o consideram gênio, o pai da grande ideia. É o cara que transforma cachorros em amortecedores, sutiãs em lembranças inesquecíveis, magrelos esquisitos em garotos propaganda e frases comuns em slogans para a eternidade. Não é um cara complexo. É simples. É objetivo. É irrequieto. Não para de olhar à sua volta. É rápido nas respostas, nos comentários, no andar, no pensar. Ele tem muita pressa. Talvez queira correr para a agência para saber se a campanha de dia dos namorados de uma grande marca de carros foi aprovada. Talvez ele só queira ir embora porque faz frio. Ele é um paulistano de 58 anos que nunca terminou o curso de publicidade na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), mas que entrou para o mercado de trabalho aos 18 anos, quando aceitou um trabalho de redator de uma agência publicitária. Três anos depois, estava na DPZ e ganhava em Cannes o primeiro leão de ouro do Brasil. Ele é o mais importante personagem da publicidade brasileira de todos os tempos. Ele é Washington Olivetto.
Acho que no setor dos shoppings o briefing, muitas vezes, em vez de refletir a realidade reflete a opinião de muita gente e se torna um documento genérico sem direção. Briefing deve ser feito pelo menor número de pessoas possível.
Olivetto foi convidado para apresentar uma palestra no Brasilshop 2010. Ele subiu ao palco, deixou-se ser apresentado, assumiu o microfone e deu duas aulas. A primeira foi a “encomenda” da organização do congresso. “Me pediram para falar sobre briefing e adorei a ideia”, ele disse. “São poucos os públicos dispostos a ouvir sobre um assunto tão técnico.” A segunda aula foi sobre ele mesmo. Ou melhor, sobre como ele levou o maior nome da publicidade brasileira ao topo do mundo ao fundir sua agência com a McCann Erickson, um relacionamento que começou em um papo de bar.
Ele estava em Nova Iorque, com um amigo do Grupo Interpublic. Alguém sugeriu, quase que por brincadeira, que se a W se juntasse com McCann provocaria uma movimentação bastante interessante no mercado de publicidade. A ideia ficou na mesa. Era algo que parecia impossível. Mas a história circulou a boca pequena, motivou algumas reuniões sem grandes pretensões e um tal de Luca Lindner, diretor regional da McCann World para América Latina e Caribe, acabou ficando amigo de Olivetto.
As duas agências viviam um bom momento comercial longe de qualquer crise. Mas havia um sentimento de ambição no ar. “Eles queriam ter maior penetração no mercado brasileiro e eu gostaria muito de crescer no mercado internacional”, conta Olivetto. No final de 2009 tudo já estava acertado. Era uma questão de pequenos acertos jurídicos para tornar o negócio efetivo e de tempo para que a informação vazasse para a imprensa. Todos os envolvidos tentaram ao máximo se blindar, mas a notícia vazou. “Negamos até o fim”, conta Olivetto. “Não podíamos deixar ninguém saber de nada até que todos os presidentes de nossos clientes, parceiros e funcionários em toda a América Latina estivessem a par da fusão e envolvidos com a união das duas empresas.” Assim que ambas as partes assinaram o contrato, nascia a oitava maior agência de publicidade do Brasil em faturamento, a maior do Rio de Janeiro e uma das mais premiadas e reconhecidas do mundo.
As operações da WMcCann começaram no dia 1º de maio de 2010, com uma festa para todos os 350 funcionários da nova agência, que não demitiu ninguém. “Não precisamos demitir”, afirma Olivetto. “A ideia é contratar porque temos planos audaciosos.” No último ano, a WmcCann que já era um monstro em tamanho continuou crescendo e segue em frente sem grandes pretensões, a não ser a de dominar o mundo.
Uma campanha de sucesso tem que ter uma grande ideia. Isso é a única coisa que não mudou. Seja na idade do layout lascado ou dos iPods ambicionados, sem uma grande ideia não acontece nada.

Como começou a conversa sobre a fusão entre W e McCann?

A verdade é a seguinte. Eu tenho amigos no grupo Interpublic há muitos e muitos anos e a conversa começou com um grande amigo em Nova York há um ano e meio atrás. A gente pensou que seria muito divertido e muito engraçado se isso acontece, mas a gente achou que era totalmente impossível. Isso acabou motivando algumas reuniões e eu fiquei muito amigo do Luca Lindner.

Esse namoro foi difícil?

Foi tranquilo e muito curioso porque a gente chegou nesse ponto em comum de que os dois tinham que ir para o mesmo lado.
Você continua à frente da criação?

Mais do que nunca estarei na criação. A minha base como chairman é criação e relação com os clientes, sem nenhuma atividade burocrática, o que é uma delícia.

Dizem que por pelo menos cinco anos.

Na verdade é mais. São sete anos porque eu pretendo estar no dia-a-dia da agência até os 65 anos. Hoje, estou com 58 anos.

Já sabe o que fazer depois disso?

Eu me treinei para daqui a sete anos sair do dia-a-dia, mas não parar de trabalhar porque eu não consigo. Aí eu serei embaixador mundial do Grupo McCann Erickson. Aí eu vou andar de país em país, dar uma olhada em como está a criação, palestras…

No Congresso da Brasilshop você deu uma aula a respeito de briefing. Este é um problema no meio da publicidade?

Acho que no setor dos shoppings o briefing, muitas vezes, em vez de refletir a realidade reflete a opinião de muita gente e se torna um documento genérico sem direção. Briefing deve ser feito pelo menor número de pessoas possível.

Falar de campanhas de sucesso geralmente é mais fácil. Mas existem as campanhas que não alcançam o sucesso. O que pode levar uma campanha ao desastre, um briefing mal feito?

Uma campanha mal sucedida é igualzinha a um avião que cai. Nunca está ligada a apenas um fator, mas a uma somatória de fatores. Muitas vezes está na conceituação do próprio produto, na escolha de posicionamento do target. Outras vezes está no briefing que foi gerado a partir de um plano meio torto ou na aceitação de um briefing que não está consequente. Aí, gera-se um planejamento também torto. Chega na criação que tenta resolver isso com uma ideia que parece criativa, mas é na verdade “criativosa”, tenta ser diferente por ser diferente.

Existe uma receita para uma campanha de sucesso?

Não é uma receita. Uma campanha de sucesso tem que ter uma grande ideia. Isso é a única coisa que não mudou. Seja na idade do layout lascado ou dos iPods ambicionados, sem uma grande ideia não acontece nada.

Você é da velha escola da publicidade, de muito antes da internet. Como esse mundo tecnológico, com coisas novas a todo tempo, interfere no processo criativo?

Sob o ponto de vista da produção é fascinante. Sob o ponto de vista da criativa de infinitas formas é fascinante. Agora, a gente tem sempre que pensar que o conteúdo é relevante. A WMcCann nasceu com uma obsessão sobre o mundo digital. O mundo digital é nossa prioridade número dois, na medida em que a grande ideia sempre será a prioridade número um.

Você gosta das campanhas de hoje?

A média da publicidade mundial vive um momento em que tem muita forma e pouco conteúdo. E essa é outra obsessão da WMcCann, o conteúdo.

É um problema de geração?

Não. É um ciclo. Ciclicamente acontece isso e não só na publicidade, mas em todas as manifestações que envolvem talento criativo. O mundo está vivendo uma certa ressaca, mas depois passa.

É a publicidade que molda o comportamento do consumidor ou o consumidor que dá a direção da próxima campanha?

As duas coisas andam quase que simultaneamente. Mas a verdade é que a publicidade anda sempre a reboque, no para-choque traseiro da vanguarda. Ela vê o que está acontecendo e vai atrás.

Qual a principal característica Washington Olivetto?

Olha, na categoria Washington Olivetto eu sou o melhor que consigo ser.

Nizam Guanaes já disse em entrevista que Washington Olivetto é o Pelé da publicidade, apesar de algumas divergências entre os dois e que não existe ninguém como você. Você concorda?


Eu fui muito beneficiário da geração anterior que deixou a publicidade profissionalizada. Como estou há muito tempo nisso, desde os 18 anos de idade, tive o privilégio de fazer muitas coisas e isso vai dando uma visibilidade e creditando elogios. Mas minha atividade não importa muito o que você já fez, mas o que vai fazer amanhã cedo.

Qual o momento mais importante da sua vida?


É sempre o próximo momento. Se eu for olhar o que eu já fiz, não vou fazer mais nada. Eu tenho que manter uma coisa que é fundamental na minha atividade que eu chamo de “inveja saudável”, é quando eu olho uma coisa muito boa que a gente não fez e eu digo “puxa, por que não fizemos isso?” Enquanto tivermos inveja saudável, estaremos vivos para fazer outra coisa.


Ah Elisha Cuthbert..


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mariana Terra interpreta a psiquiatra Nise Silveira

O espetáculo é uma homenagem à psiquiatra alagoana que revolucionou a psiquiatria clássica, inaugurando métodos de tratamento que incluíam a arte e uma visão mais humana e inovadora da loucura

Mariana Terra, que interpreta a psiquiatra Nise Silveira | Foto: Jackeline Nigri

O Instituto Maria Augusta Monteiro (Imam) traz a Maceió, mais especificamente ao teatro Deodoro, nos dias 2 e 3 de setembro, a partir das 20 horas, o espetáculo teatral Nise da Silveira – Senhora das Imagens, numa montagem da Essencial Cia. de Teatro, do Rio de Janeiro (RJ).

Trata-se de um tributo a um dos nomes mais importantes para a psiquiatria mundial: a alagoana Nise da Silveira (1905-1999) que fundou o antológico MII (Museu de Imagens do Inconsciente) e a Casa das Palmeiras, e revolucionou a psiquiatria tradicional, abolindo os usuais choques elétricos e outros métodos invasivos, sendo pioneira no uso das artes em terapias, que abordavam pintura, escultura e modelagem.

Nise revolucionou a lida com a saúde mental, por meio de sua intensa humanidade, numa época difícil, em que as opções de tratamento se assemelhavam a métodos de tortura.

A história da psiquiatra alagoana – primeira mulher a se formar em medicina no Brasil, entre os 156 colegas da Faculdade de Medicina da Bahia, turma de 1926 – chegou aos palcos sob dramaturgia e direção de Daniel Lobo, protagonizada pela atriz Mariana Terra. Sucesso de público e crítica desde a pré-estreia nacional, em Brasília, Nise da Silveira – Senhora das Imagens foi considerado um dos melhores espetáculos em cartaz pela Revista Veja, em recente temporada.





*O espetáculo não é uma biografia teatral convencional, até porque a própria Nise se negava a escrever sua biografia, por considerar que a linearidade cronológica do gênero não consegue revelar o que há de profundo na existência.

Nise, que viveu 94 anos, foi precursora de métodos alternativos, mudando de forma definitiva o tratamento que se fazia no Brasil na década de 40. Na década de 50, fundou a Casa das Palmeiras e o Museu de Imagens do Inconsciente no Centro Psiquiátrico Pedro II, no Rio de Janeiro, onde estão reunidas as obras produzidas nos ateliers. Tão revolucionárias quanto Nise, as entidades ainda hoje são referências no tratamento psiquiátrico brasileiro.

Na encenação, Mariana Terra é Nise da Silveira. A atriz é filha de Raffaele Infante, renomado psiquiatra que conviveu com Nise. PHD em psiquiatria, na Inglaterra, Infante foi também diretor do Ipub-UFRJ (Instituto de Psiquiatria da Universidade do Rio de Janeiro), além de criador da Psicodramaturgia, desenvolvendo, no teatro, um trabalho similar ao que Nise realizava nos ateliês.



“Nise da Silveira – Senhora das Imagens”
Onde: Teatro Deodoro
Quando: 2 e 3 de setembro, às 20h
Classificação: 16 anos
Ingressos: Teatro Deodoro: (82) 3315.5665 | Presents: Av. Deputado José Lages, 491 – Ponta Verde – (82) 3327.0229

Alô Alô vegetarianos de plantão! Não adianta trocar um veneno por outro.


Evitar carne para comer frutas e legumes birlhosos de agrotóxico a venda no Zaffari não melhora a saúde.

A saída (se for hábito alimentar mesmo...) é comprar direto de produtores orgânicos. Em Porto Alegre só há um lugar seguro para isso, que é metade da feira agroecológica nos sábados.

Direto do produtor não assegura nada, porque tem muita gente que é pequeno e bota veneno igual.

Claro que nada se compara a produção comercializada no Zaffari Bourbon.

Quem tiver dúvida, sugiro uma ida até Maquiné para ver in loco como são as coisas.

A outra saída é não ficar se enganando.


Por Adriano M. Santos

terça-feira, 8 de maio de 2012

eai, vai encarar?



TOYS TOYS *-* : http://www.toycutter.com/

Francis Ford


Este texto não é meu, é de um
pseudo-autor que eu não sei o nome, mas sei que retratou muito bem a história de Francis Ford, um gênio do cinema. Com o qual o descobri recentemente pelo filme – que ainda não tinha visto – Drácula de Bram Stoker. Um belo filme, linda obra, me deixou de boca aberta pela espetacular produção e criatividade. Em fim, como não conheço muito a história de Francis Ford, rebloguei, mas um reblog bem escrito e bem dito.



Uma das coisas que mais me atrai em cinema é a visão pessoal dos diretores (isso para os que são realmente diretores de cinema e não meros fabricantes de blockbusters, como tenho visto com mais frequência nos últimos anos). E isso Francis Ford Coppola sempre teve, desde sua estreia cinematográfica em 1963 dirigindo o curta Dementia 13, uma obra simples e aterradora, bem ao estilo dos grandes realizadores hollywoodianos que, concomitantemente, viram sucesso na terra das oportunidades. Ele sempre foi o homem dos projetos audaciosos e grandiosos e, mesmo que muitas vezes tenha esbarrado nos limites impostos pelo regime castrador das produtoras, tendo de abortar muitos de seus projetos mais queridos, ainda assim ele imprimiu uma marca única na história do cinema. E não à toa fez de sua obra-prima em duas partes uma lenda na premiação do Oscar.

Francis Ford Coppola nasceu em 7 de abril de 1939. O filho de Carmine Coppola, músico e compositor, não teve vida fácil desde pequeno (aos 9 anos de idade teve poliomielite, o que quase arruinou sua vida e tirou do público o contato com um grande gênio das câmeras). Após uma formação universitária na UCLA, ganhou a vida no começo da carreira escrevendo roteiros e produzindo películas de baixo orçamento, algumas delas de cunho erótico, ao lado do parceiro e também diretor Roger Corman, até seu primeiro contato com a câmera na década de 1960. Porém, seu sucesso consagrador só ocorreria realmente em 1972, quando do lançamento de sua obra-prima O Poderoso Chefão, adaptação para as telas do romance do escritor Mario Puzo, que contava a saga da família Corleone e sua escalada rumo ao poder. Sucesso esse que se repetiria dois anos depois na continuação, que trazia a juventude do patriarca dessa família, Don Vito Corleone. Ambos os filmes foram consagrados com o Oscar de Melhor Filme (Coppola também ganharia o prêmio de melhor diretor e roteiro pela segunda parte da saga e o de roteiro original pelo filme Patton: rebelde ou herói).

À parte o megassucesso da obra-prima gângster, o diretor sairia-se melhor produzindo para outros cineastas, dentre eles alguns velhos parceiros do tempo de faculdade, como foram as produções THX 1138 e American Graffiti (de George Lucas), Kagemusha (de Akira Kurosawa) e A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (de Tim Burton). Contudo, ainda teve fôlego - resguardado alguns problemas de produção, ego dos artistas e falta de apoio de algumas distribuidoras - para realizar o fantástico filme de espionagem A Conversação (com Gene Hackman na pele de um araponga que acaba caindo numa grave crise de consciência) e arrebatar plateias em 1979 com seu majestoso épico de guerra Apocalipse Now, baseado na clássica obra literária de Joseph Conrad, e vencedora da Palma de Ouro em Cannes. Uma produção, entretanto, que foi pautada por todos os tipos de excessos, como o enfarte de Martin Sheen durante as filmagens e a decisão de dirigir Marlon Brando em planos fechados e escuros para ocultar sua obesidade mórbida que já dava sinais mais do que evidentes.

No mais, Coppola oscilou entre retratos da rebeldia e da juventude perdida (como O Selvagem da Motocicleta, Jovens sem Rumo e Peggy Sue: seu passado a espera, onde trabalhou com seu sobrinho Nicolas Cage em início de carreira), a paixão por automóveis (Tucker: um homem e seu sonho), musicais mal sucedidos (o interessante Cotton Club, com majestosa performance do dançarino Gregory Hines, e o até hoje incompreendido Do Fundo do Coração, com Raul Julia e Nastassja Kinski) e uma parceria inusitada com o astro pop Michael Jackson (Capitain EO), até hoje considerada uma das produções mais caras de todos os tempos, feita para um dos parques da Disney. O sucesso de fato só bateria às portas novamente com o clássico de terror Drácula de Bram Stoker, por muitos críticos considerado o seu último filme autoral. Em 2000 ausenta-se do cenário cinematográfico para cultivar em seus vinhedos, hoje sua maior paixão.

Provavelmente os maiores interesses de Coppola na indústria do cinema atualmente sejam a filha prodígio Sofia Coppola, que vem se especializando em dramas humanos - como Encontros e Desencontros e As Virgens Suicidas - e na produtora American Zoetrope onde atualmente está envolvido na produção do filme On the Road, obra máxima da Beat Generation de autoria do escritor Jack Kerouac, a ser dirigido pelo brasileiro Walter Salles. Seus últimos dois filmes (Youth without Youth e Tetro) passaram despercebidos pelo circuito e ele ainda arrisca uma nova produção, voltando ao gênero horror em Twixt now and Sunrise, que contará com Val Kilmer e Elle Fanning no elenco. Para os mais saudosistas pode parecer pouco (e realmente é, se levarmos em consideração a grandiosidade de seus melhores projetos), mas Coppola simplesmente não se incomoda mais com isso. De alguma forma ela sabe que seu tempo áureo já passou e a única coisa que deseja é sombra e vinho fresco. "O resto", sempre dizem os gigantes da sétima arte quando estão praticamente aposentados, "é pura nostalgia".


Trechos de alguns filmes do cineasta:

Apocalipse Now:
http://www.youtube.com/watch?v=Gz3Cc7wlfkI
O Poderoso Chefão:
http://www.youtube.com/watch?v=BiEuot-R9u0
Drácula de Bram Stoker:
http://www.youtube.com/watch?v=Xw2-ZMhxTUs  



Por pseudo-autor.