sexta-feira, 30 de novembro de 2012

À Jennifer Moyer - Martha Medeiros




Abri um livro e, antes de começar a lê-lo, me fixei na dedicatória
da primeira página. Dizia:
"À memória de Jennifer Moyer, que deixou tudo melhor do
que havia encontrado."
É o que todos nós gostaríamos de ver escrito no nosso obituário,
imagino.

Desconheço quem seja Jennifer Moyer, mas simpatizei com a moça
(garanto que ela nunca deixou de ser moça, mesmo que tenha morrido
aos 100). Só as pessoas de alma jovem e sadia é que entendem que a
gente não vem ao mundo para sugá-lo, para retirar dele o suco
possível e deixar para trás o nosso lixo. Encontramos o mundo de
um jeito, ao nascer. É uma questão de honra que ele esteja melhor
ao partirmos.

Mas não é tarefa fácil. Eu desanimo quando vejo a quantidade de
pessoas grosseiras que se reproduzem feito gremlins. O uso do
palavrão, por exemplo, que foi assunto no final do ano passado:
normal, todo mundo diz, faz parte do vocabulário de qualquer
sociedade, mas uma coisa é usá-lo coloquialmente, quando a
situação estimula o desabafo. Outra é popularizá-lo sem
necessidade, perdendo a compostura justamente quando se deveria
utilizar a hierarquia para dar bons exemplos, caso de presidentes
da República, diretores de empresa, professores e pais.
“Menino, vá estudar, ou quer ficar na m* pra sempre?”
Essa deselegância no tratamento familiar é comum nos lares
brasileiros, e com aval público, tende a se perpetuar.

Se a gente quer que nossos netos herdem um mundo melhor, é preciso
arregaçar as mangas agora, por isso é que vale repetir: ninguém
morre se caminhar três quadras em vez de usar o carro ou se
procurar uma lixeira em vez de jogar a lata de refrigerante no
meio da rua. E não é só consciência ambiental que precisamos
exercitar, mas também uma consciência básica sobre a arte de
conviver. Não é possível que as pessoas sigam sendo tão maldosas
e ariscas, sempre alfinetando os outros, sempre interpretando
erroneamente os bons atos e cultivando um complexo de perseguição
que mina as relações. Ninguém mais acredita em ninguém, ninguém
confia, todos vivem com a faca entre os dentes, temendo passar por
otários. E é o que acabam sendo. Se tivessem uma visão um pouco
mais pacifista, iriam facilitar muito as relações humanas. Esperar
o melhor dos outros é uma atitude contagiante, mas, infelizmente,
esperar o pior também é. E fica essa guerra de nervos no ar.
Tenho uma visão bem individualista sobre o que torna o mundo mais
habitável: cada um fazendo a sua parte já ajuda um bocado. Não
estou falando apenas de contribuir com dinheiro para entidades
carentes, adotar bichos de rua, doar sangue, mas também em cuidar
do nosso humor, praticar a cortesia, aplaudir, elogiar – não há
submissão nenhuma em ser positivo. Mas somos acomodados e
preferimos esperar por soluções estabelecidas de cima para baixo,
como se a nossa colaboração fosse inexpressiva.

Dedico essa crônica à minha musa inspiradora de hoje, Jennifer Moyer,
que sei lá o que fez para ser homenageada com uma dedicatória num
livro, mas pouca coisa não foi: ou ela soube transmitir aos filhos
a importância de se viver sem mágoas, ou ela soube cultivar seus
amigos, ou ela sempre foi justa, ou não se deixou levar por vaidades
bestas, ou simplesmente sorriu mais do que praguejou. Ou tudo isso
junto, o que já é um belo lote de atos revolucionários.

besouro-estrela

 *u*

10 reais bonito


terça-feira, 27 de novembro de 2012

na lua


A Apollo 11 foi a primeira missão tripulada a pousar na Lua, e seu comandante — o astronauta Neil Armstrong — o primeiro ser humano a pisar no solo lunar. A frase dita por ele, ao pisar na Lua em 20 de julho de 1969, tornou-se uma das frases épicas do século XX:

Este é um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade

Neil Armstrong

Tripulação:

Neil Armstrong – Comandante
Edwin Aldrin – Piloto do Módulo Lunar
Michael Collins - Piloto do Módulo de Comando



Missão: 1º Pouso na Lua
Lançamento: 16 de julho de 1969
Pouso Lunar: 20 de julho de 1969
Local de Pouso: Mar da Tranquilidade
Retorno à Terra: 24 de julho de 1969
Módulo de Comando: Columbia
Módulo Lunar: Eagle

Projeto Apollo


O Projeto Apollo (Projecto Apollo - Project Apollo - Projecto Apolo) foi um conjunto missões espaciais coordenadas pela Nasa (agência espacial dos EUA) entre 1961 e 1972 com o objetivo de colocar o Homem na Lua. O projeto culminou com o pouso da Apollo 11 no solo lunar em 20 de julho de 1969.

A missão incluiu onze vôos tripulados (até à Apollo 7, todas as missões foram não tripuladas). Inclui-se aí o que ficou conhecido como "Apollo 1", em homenagem aos astronautas Virgil "Gus" Ivan Grissom, Edward Higgins White II e Roger Bruce Chaffee, que morreram no solo em um incêndio, dentro da cabine de comando.

O objetivo de explorar a Lua foi abandonado em dezembro de 1972, com o vôo da Apollo 17. Os motivos para esta decisão foram tanto a falta de verbas, cortadas pelo Congresso Americano, quanto o desinteresse da opinião pública estadunidense com o projeto. Ainda que tenha havido três missões tripuladas Skylab que usaram a nave Apollo, e uma missão Apollo 18 (Apollo-Soyuz), estas não tinham como objetivo chegar à Lua.

A nave Apollo foi abandonada em 1975 em detrimento do uso de um veículo reutilizável (o Ônibus Espacial; em Portugal: Vaivém Espacial), que voaria pela primeira vez em 1981.

Carrão


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Choque de realidade - Pedreira do Morro Santana

(fotos tiradas por mim, de celular, do dia em que estive no morro da pedreira)


Nesta época de eleição, eu estive fazendo campanha para um candidato (do qual não vou revelar o nome porque não quero consequentemente falar de política, em fim) e me deparei um dia com a triste situação da Vila Pedreira do Morro Santana de Porto Alegre.
Foi um susto, não tenho outra palavra para descrever minha reação. Havia muito lixo nas ruas, quanto mais eu caminhava, mais lixo eu via... Exposto para as famílias e as crianças que brincam descalças naquelas ruas. Eu cheguei a perguntar para uma moradora dali se o caminhão de lixo chegava até lá e ela disse que sim: “O problema são as pessoas que não se conscientizam. As próprias pessoas que moram aqui jogam o lixo na rua.”
E pior que tu nem pode dizer “Ah essa gente relaxada!” porque não é bem assim, muitos não têm a noção de que aquele lixo polui, atrai ratos, baratas. Entope os canos, os boieiros e consequentemente, deslizamentos em épocas chuvosas, além de causar futuras doenças.
Observei também que algumas pessoas, moradoras de lá, limpavam o lixo de suas ruas, mas era em vão, disse a moradora: “Hoje tá limpo, amanhã sujam tudo de novo.”
Cheguei a conclusão de que FALTA SILOSOFIA! FALTA ENINAREM FILOSOFIA PARA AS PESSOAS MORADORAS DESSE LUGAR! NÃO É CHEGAR COM UM CAMINHÃO DE LIXO E LIMPAR A RUA EM UM DIA SE NO OUTRO VAI ESTAR TUDO SUJO NOVAMENTE!
EDUCAÇÃO É A PALAVRA!
A minha ideia súbita quando me deparei com a situação daquele lugar, foi chamar um grupo de pessoas e ir de casa em casa entregar folders de conscientização ambiental, falar um pouco com as famílias a respeito e limpar as ruas de lá.
Ainda tenho essa vontade, mas conversei com algumas pessoas e me disseram que não é bem assim entrar lá e com umas pessoas, porque podemos correr risco de vida...
Então deixo esse recado aos vereadores de Porto Alegre para não se esquecerem destas pessoas e olharem para elas porque o problema continua e vai continuar amanhã. Algo precisa ser feito...
Não sei se estas minhas palavras chegaram a alcançar alguém, mas eu espero que sim. Falo aqui por muitos que não tem voz. Espero de coração que a realidade deplorável destas pessoas mude.

má má má oe!


Realmente desta vez ele se superou! OAJSOAJSOAJSOAJS

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

93 Million Miles - Jason Mraz



"A 93 milhões de milhas do Sol
As pessoas preparam-se, preparam-se
Porque lá vem, é uma luz
Uma linda luz, além do horizonte
Para dentro de nossos olhos"

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Bom pra cachorro!

BEETHOVEN



Raça: São bernado

Filmografia: Quatro filmes

Curiosidade: Três cães se revezaram na filmagem Bethoven 3

LASSIE

 
Raça: Colie

Filmografia: Dez filmes e 500 episódios para a TV

Curiosidade: A primeira Lassie era macho e se chamava Pal

LOBO


Raça: Vira-lata

Filmografia: 36 episódios para a série de TV brasileira Vigilante Rodoviário

Curiosidade: O cachorro fugia de casa para ficar com a equipe de filmagem. Morreu atropelado =/

RIN TIN TIN


Raça: Pastor alemão

Filmografia: Trinta filmes e 164 episódios para a TV

Curiosidade: O primeiro Rin tin tin foi registrado de uma trincheira alemã na I Guerra Mundial



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

JEFF HUANG

Jeff Huang é um diretor de arte e ilustrador freelance multidisciplinar com sede em Nova York, que é especializada em design criativo, Arte Abstrata, edição de fotos, e 3D. Ele faz a criação de arte digital profissionalmente por mais de 8 anos e já produziu trabalhos para muitas empresas e publicações em todo o mundo.