sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Não é a toa que o MacDonald's é o que é!



Ontem depois do trabalho eu fui ao Mac Donald's fazer um lanche. até ai tudo bem. Chovia um pouco então eu estava com o meu amigo guarda-chuva, que é um daqueles compridos e que não se comprimem sabe.
E quando eu estava subindo as escadas com a bandeja juntamente com o meu lanche, meu guarda- chuva com o qual eu estava, começou a balançar, pois eu o pendurei no meu braço, então inventei de segurar a bandeja com uma só mão para que com a outra eu ajeitasse o guarda-chuva, masss...
Não deu muito certo, só vi o refri e as batatas deslizarem e caindo ao chão. Fiquei sem reação por uns segundos, só observando a minha genialidade rs.
E agora chega a parte da qual eu faço questão de comentar - nesse momento chegou um funcionário muito competente, acredito que fosse até o gerente, com toda calma pediu para as meninas da limpeza limpassem a baguncinha que eu fiz >< e encaminhou um novo lanche para mim, enquanto eu me acomodava no segundo andar. Atendimento sensacional! No Mac do Shopping Rua da Praia.
Conclusão: não é a toa que o Mac Donald's é o Mac Donald's... Com funcionários como esse, o Mac se manterá consagrado eternamente.



Enquanto o mundo não chega ao fim



Sim, eu lembro quando o fim do mundo começou. Foi lá por 2001 quando começamos a organizar os Acampamentos da Juventude do Fórum Social Mundial em Porto Alegre. Com uma dinâmica de trabalho completamente horizontalizada, era de ser esperar toda a sorte de organizações e culturas mais ou menos politizadas. Havia desde a esquerda clássica, representada pela juventude dos partidos políticos, hierárquica e em busca de protagonismo exclusivo; os movimentos sociais do campo, conservadores, programáticos e extremamente disciplinados; o movimento estudantil universitário, fraticida e fragmentado pelas disputas partidárias; os anarquistas, os punks, os nerds e crackers do software livre e uma turma de jovens de classe média alta, aparentemente hippies, exceto pelo fato de professarem uma religião/crença comum, cujo principal veículo era “o calendário maia”, uma mistura de elementos de outras culturas, que era apresentado num círculo de papelão colorido, com uma tabela de conversão a partir dos anos do calendário gregoriano.


Esses meninos e meninas, entre eles, algumas figuras mais velhas, cujo perfil era de pessoas bem-sucedidas, livres de suas antigas vidas, mas com disponibilidade financeira para rodar um mundo que dava sinais de mudanças e tudo indicava para outro melhor e possível, agrupavam-se já, sob uma bandeira branca, com três círculos sólidos dentro de outro maior.

Na medida em que o processo Fórum crescia em Porto Alegre – depois esvaziado por protagonistas sem base e iluminados conselhos jedis – esse movimento também crescia, atraindo mais e mais adeptos, chegando inclusive a estabelecer-se em espaço próprio, conhecido como Aldeia da Paz. Ali a comida era vegetariana, os cigarros de ervas medicinais, havia musica e terreno fértil para a proliferação das mais obscuras teses, especialmente a de que hoje, 21 de dezembro de 2012, uma grande hecatombe de proporções cósmicas decretaria o fim do mundo.

O movimento tinha líderes, tratados como mestres que acessaram um conhecimento superior, capazes de determinar, partir das combinações do círculo colorido, signos denominados “kins” com nomes literários e fantásticos, como “Caminhante do Céu Magnético Vermelho” cuja interpretação dizia coisas como: “ Unifico com o fim de explorar/atraindo a vigilância/selo a saída do espaço/com tom magnético do propósito, sou guiado pelo meu próprio poder duplicado”. Apesar de não dizer nada, uma retórica altamente atraente, que misturava termos de outras tradições culturais, ciência e sword & magic para uma juventude despolitizada e desesperada por alguma referência. Uma fórmula que dizia quem era quem e um mapa para caminhar com segurança pelo mundo.

No rico processo político-cultural estabelecido pelo Fórum naquela época, onde o encontro de várias vertentes do pensamento de esquerda no sentido mais lato sensu possível, ampliou a percepção política e enriqueceu enormemente a cultura organizacional, a Aldeia de Paz e seu discurso milenarista new age ficou isolado ao mundo onde não havia dissonâncias. As lideranças do que ficou conhecido como “os maias” chegaram a participar do processo de organização, no entanto, no momento mais complexo, onde 20, 30, 50 mil pessoas aportavam no Parque Harmonia em Porto Alegre para residir, debater, formar alianças, decidir sobre seu futuro como organização, preferiram o lugar seguro dos iguais, isolados na orla do Lago Guayba.

Obviamente com o passar dos anos e o fim do FSM como processo agregador das esquerdas e a 2012 chegando sem nenhum sinal de hecatombe no ar, o discurso do “fim do mundo” foi perdendo força, depois foi adaptado e transformado em “nascimento de uma nova consciência”, até que finalmente, “os maias” desapareceram da ordem do dia e o mundo não acabou.
Agora é esperar que algum aventureiro rico, reúna algum sistema matemático desenvolvido por alguma civilização extinta, funda isso com outras três ou quatro culturas antigas e apareça com um novo mapa para dizer o que as pessoas são e para onde elas devem ir, enquanto o mundo não acaba.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

...O poder de amar sem medo






ELE anda cansado das baladas e dos casos furtivos sem sentimentos. Aprendeu a gostar da própria companhia, sem precisar estar em uma turma de amigos todos os sábados. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que traga um sabor doce às suas manhãs, que seja a melhor companhia para olhar a lua. Que ele possa exibir os seus dons na cozinha e o seu conhecimento em vinhos, só para ela.
Quer uma mulher que ele reconheça pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela gargalhada que vai ecoar pela casa transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Quer viver uma paixão tranquila e turbulenta de desejos… quer ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar “atrás” de companhias vazias e encontros efêmeros. Quer deitar no tapete da sala e ficar observando enquanto ela, de short jeans, camiseta e um rabo de cavalo, lê um livro no sofá, quer deitar na cama desejando que ela saia do banho com uma lingerie de tirar o fôlego.
Quer brincar de guerra de travesseiros, até que o perdedor vá até a cozinha pegar água. Quer o poder que nenhum dos seus super heróis da infância tiveram… o poder de amar sem medo, sem perigo e sem ir embora no dia seguinte.
Quer provar que pode fazer essa mulher feliz!

ELA quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha para não mais se machucar. Então percebeu que a vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que possa acordá-la com um abraço que fará o seu dia feliz, quer um homem que ela possa cuidar e amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de “gol” estremecendo a casa quando o time dele estiver ganhando… a cumplicidade em dividir os segredos.
Quer observá-lo sem camisa, lendo o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça no banheiro, rindo e gritando quando ele revidar puxando-a para o chuveiro, completamente vestida.
Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da doceria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo… materializada nele.
Quer provar que pode fazer esse homem feliz!

ELES estão por aí… sonhando um com o outro… talvez ainda nem se conheçam… mas é só uma questão de tempo, até o destino unir essas vidas que se complementam e estão ávidas para amar e fazer o outro feliz.
Ou alguém duvida que o universo trás aquilo que desejamos?