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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

eu não sou o que eu como!

                 O que uns queriam que fosse. O que outros acham piada. E o que eu acho? Nada. Não tô aqui pra julgar.

Esses dias aqui no meu blog, elogiei a respeito do atendimento do Mc’ Donalds, que eles me atenderam bem e tudo mais. E infelizmente vivemos num lugar chamado Brasil que tem muita gente mal educada e quando aparece alguém que te trata com respeito, seja onde for, ficamos muito gratos. Pelo menos eu fico. Mas e ai? O fato de eu comer mc’donalds me torna uma pessoa superficial? Eu como Mc’ Donalds para supostamente mostrar algum status? Nunca. Mas pense o que quiser. É errado este pensamento porque ás vezes nossas escolhas são muito circunstanciais, não significam que elas nos definem. E também, o mc’donalds é tão parecido quanto o Subway, por exemplo, ou o cachorro quente da esquina. Ai tu pode até chegar e me dizer “Mas claro que não! O Subway tem sanduiche natural!” ;o;o

Puro marketing. Puro marketing meus caros. Porque o Subway também tem carne no menu (mas sem criticar, só uma observação) É ilusão achar que qualquer outra franquia alimentícia é melhor ou pior que outro no sentido capitalista/burguês/sem agrotóxico/ sustentável blá. No fundo todas as franquias alimentícias queriam ter a renda do Mc’ Donalds... Vamos deixar de ser hipócritas. Uma horta de alface morreu de um lado, um boi morreu do outro (de uma forma meio grosseira estou resumindo) “Ah, mas o boi não se planta, ele morre, ele sangra!” Do fundo do coração eu respeito muito os vegetarianos, tenho pessoas na minha família que são vegetarianos e eu acho isso muito correto, saudável e evoluído. Só que eu, como carnívora, também defendo o meu lado dizendo que as plantas também morrem. Não gritam, não sangram, mas morrem, pois são arrancadas do seu solo e vão para o prato de alguém. “Ah, mas isso não justifica, porque eu replanto cada coisa que eu como!” Pode não justificar, mas também posso responder da tua forma dizendo que tem fazendas que fazem os animais procriarem aos montes, ou seja, fazem um controle de natalidade a ponto de que a espécie não entre em extinção. Tu não achas certo mesmo assim? Eu também não! Mas é a vida, meu caro e enquanto não for crime comer carne, quero respeito assim como tu queres ser respeitado.
Mas por que tudo isso, Stephanie? Porque esses dias, cara, ouvi um absurdo... Estava saindo com alguém (não vou entrar muito em detalhes) e de repente ele me diz que somos muito diferentes um do outro. (Mas eu não acho, exceto pela idade, em fim). E nesse dia levei um lanche do Mc ao nosso encontro e ele seguiu dizendo:

– “Somos muito diferentes, por exemplo, isso aqui (apontando para o lanche do qual eu havia comido) isso não tem nada haver comigo”.
Francamente, essa foi um dos maiores absurdos que eu já ouvi na minha vida. Se a ideia era demonstrar certa “superioridade” em filosofia de vida/alimentícia/ não havia necessidade de usar isto como justificativa, pois o que me indigna é que eu raramente como Mc Donalds e logo naquele dia em que eu havia saído sem almoçar do trabalho, estava apressada ao nosso encontro, ansiosa, decidi comprar o Mc para acelerar... E no fim ouvir um absurdo desses.
É e talvez ele tenha razão, somos diferentes. Porque eu jamais falaria uma bobagem dessas sem conhecer uma pessoa. Porque ele não me conhece. Assim como eu não o conheço. E por isso mesmo acho ridículo ele fazer uma comparação dessas. A diferença entre nós, é que eu não julgo sem conhecer. Aliás, não julgo. Não aponto o dedo para alguém com base em “suposições” daquilo que eu vejo – como comer um Mc te faz um ser humano podre/burguês.  Eu como outras coisas também, arroz integral, frutas que não são do Zaffari (o que é menos pior que as outras) mas também como carne, não sou perfeita. Só não tenho preconceitos com comida. Falo disso se a comida for o caso (mas não, é pior). Respiro fundo... Ao mesmo tempo em que fico muito irritada e revoltada quando penso nessa atitude de me julgar algo que eu não sou, mas também esse ponto de vista me fez fazer algumas reflexões... Pois ao longo da vida nossos pais sempre dizem “estude para ter o melhor, um bom trabalho, comer bem ter uma boa casa, viver bem” essas coisas. E tu vais lá e faz a maioria delas, porque eles tiveram uma infância difícil e nossos pais só querem o melhor para nós. Desejar aquilo que não tiveram. E um dia tu vais lá e come um Mc’ Donalds e chega alguém e diz pra ti que tu és uma pessoa muito capitalista e outras merdas por comer isso.  
Se as pessoas conhecessem mais as outras, julgariam menos. Posso não ser uma hippie vegetariana, que anda com os cabelos crespos e sem maquiagem pela rua, mas tento ser o melhor de mim mesma. E acredite se quiser, mas algumas garotas são vaidosas por natureza e não por estereótipos ou padrões que a sociedade impõe na tua vida. A “ditadura da beleza”. Algumas mulheres só se sentem bem, bonitas e seguras quando se arrumam, passam batom, arrumam o cabelo, sei lá. Pra mim isso é beleza - quando uma mulher se sente bem consigo mesma, se sente bonita, sorri com espontaneidade. O ponto é que parece que por mais que tu leia muito, filosofe, veja noticias, desenhe, compartilhe a arte, a informação, ame os animais assim como ama as plantas, não julgar ninguém, respeitar, tentar sempre ajudar o próximo, ser pacifico, ouvir uma boa música, manter o bom humor para com as pessoas ao teu redor, justo, compreensivo, amigo, maduro diante de situações que vão contra ti, ainda sim tu vai ser julgado por um tipo de pessoa que não é. E pior, julgado por um tipo que tu ainda és contra.

De qualquer forma, ainda acho engraçada essa pessoa da qual eu estava saindo, pois vive viajando pelo mundo a fora, e faz questão de publicar isso em rede social, tentando sei lá, demonstrar algum status, gastando até mais que na sua própria cidade e vim me julgar por um Mc Donalds?!... De duas, uma – Ou isso é uma grande hipocrisia ou um pseudo alternativismo. Porque um cara evoluído para mim, na essência, de se desprender das necessidades e desejos humanos, de Ter, Ganhar, Conquistar, é só o mendigo da rua. Por quê? Porque esse sim pode me julgar e dizer que sou escrava de um “sistema”. Agora uma pessoa que me parece contraditória, diz uma coisa, mas faz outra, não tem toda essa moral para me julgar. É o que eu acho. E se um dia tu conseguir se desprender de TODAS as tuas vaidades, luxurias e desejos, até aquele copinho d’água antes de dormir, tu me avisa e depois me conta.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Choque de realidade - Pedreira do Morro Santana

(fotos tiradas por mim, de celular, do dia em que estive no morro da pedreira)


Nesta época de eleição, eu estive fazendo campanha para um candidato (do qual não vou revelar o nome porque não quero consequentemente falar de política, em fim) e me deparei um dia com a triste situação da Vila Pedreira do Morro Santana de Porto Alegre.
Foi um susto, não tenho outra palavra para descrever minha reação. Havia muito lixo nas ruas, quanto mais eu caminhava, mais lixo eu via... Exposto para as famílias e as crianças que brincam descalças naquelas ruas. Eu cheguei a perguntar para uma moradora dali se o caminhão de lixo chegava até lá e ela disse que sim: “O problema são as pessoas que não se conscientizam. As próprias pessoas que moram aqui jogam o lixo na rua.”
E pior que tu nem pode dizer “Ah essa gente relaxada!” porque não é bem assim, muitos não têm a noção de que aquele lixo polui, atrai ratos, baratas. Entope os canos, os boieiros e consequentemente, deslizamentos em épocas chuvosas, além de causar futuras doenças.
Observei também que algumas pessoas, moradoras de lá, limpavam o lixo de suas ruas, mas era em vão, disse a moradora: “Hoje tá limpo, amanhã sujam tudo de novo.”
Cheguei a conclusão de que FALTA SILOSOFIA! FALTA ENINAREM FILOSOFIA PARA AS PESSOAS MORADORAS DESSE LUGAR! NÃO É CHEGAR COM UM CAMINHÃO DE LIXO E LIMPAR A RUA EM UM DIA SE NO OUTRO VAI ESTAR TUDO SUJO NOVAMENTE!
EDUCAÇÃO É A PALAVRA!
A minha ideia súbita quando me deparei com a situação daquele lugar, foi chamar um grupo de pessoas e ir de casa em casa entregar folders de conscientização ambiental, falar um pouco com as famílias a respeito e limpar as ruas de lá.
Ainda tenho essa vontade, mas conversei com algumas pessoas e me disseram que não é bem assim entrar lá e com umas pessoas, porque podemos correr risco de vida...
Então deixo esse recado aos vereadores de Porto Alegre para não se esquecerem destas pessoas e olharem para elas porque o problema continua e vai continuar amanhã. Algo precisa ser feito...
Não sei se estas minhas palavras chegaram a alcançar alguém, mas eu espero que sim. Falo aqui por muitos que não tem voz. Espero de coração que a realidade deplorável destas pessoas mude.

domingo, 9 de setembro de 2012

Protesto: A mulher não é fácil, a mulher é fácil quando tá a fim!




Porque a mulher que é fácil com qualquer cara, já era outro enfoque. Agora a mulher que só tá a fim de um cara, ela (em alguns casos) facilita a conquista para ele e não é uma coisa comum, eu não acho, até porque a mulher (nesse caso) tá sempre na defensiva. O foda é quando o cara não percebe isso ou não dá valor.
Aí eu digo o seguinte: Seja fria pra crlh! E larga de mão esse magrão! E retiro tudo o que disse no inicio desse comentário: A mulher não é fácil, a mulher é fria. E tem mais é que ser.
E nesse caso, tu vale muito mais que esse cara. E por quê? Por que tu és gostosa? Linda? Com atitude? Que sabe dar a volta por cima? Não. Porque tu simplesmente sabes dar valor as pessoas que aparecem na tua vida.
Alguém que era só para ser mais um. Tu tirou dessa posição de opção e passou para prioridade. Teu grande erro. E teu grande valor. Porque hoje em dia isso é raridade. Não é todo mundo que sabe dar uma chance.


E hoje somos bombardeados por excesso de informação. O sexo explícito na TV. O supérfluo do consumismo. Os padrões de beleza. As supostas influencias. Os supostos programas intelectuais e culturais. É muita coisa... E muita coisa nos afasta de muita gente legal. Muita gente bonita e bonita por inteiro, com conteúdo. É um grande excesso de nada, transmitido pela mídia e outros veículos de comunicação, que acabam quebrando essa linha de liberdade de expressão e excesso de informação.
E o resultado? O que resulta é a perda de filosofia das pessoas – para uma com as outras.
A uma névoa passando por cima da essência das pessoas. Essência? Alguém sabe o que é isso? Duvido.
Os conceitos hoje em dia são muitos padrões – padrões superficiais.
Como vemos, por exemplo, em programas de relacionamento: “Gosto de: Morenas.
Quero alguém: que me complete, seja a metade da minha laranja, fiel, bonita, inteligente. Safada, mas comportada. Divertida, mas madura...” E por ai vai.
É assim, como se fosse um cardápio, cheio de exigências. Não digo que não tá certo a pessoa idealizar alguém. Todo mundo idealiza alguém de algum jeito. Mas o que eu tô querendo dizer e falo por mim, é que as minhas idealizações nunca me impediram de conhecer alguém. Até porque já me interessei por garotos que não tinham nada haver comigo. Muito distante daquilo que eu idealizava e foi ótimo, gostei, adorei! Mesmo. Porque tu acabas aprendendo a gostar de defeitos, de manias irritantes, de trejeitos a aceitar a pessoa como ela é, a se aceitar. É uma surpresa que todos deviam experimentar: O novo. O diferente. O oposto de tudo aquilo que tu és e tudo aquilo que tu deseja ver em alguém. Acabas gostando de características dessa pessoa que jamais imaginaria gostar. E por que isso? Porque nessa pessoa faz sentido, porque ela É assim. E ela é inteira e não é metade de laranja nenhuma, ela é um mundo e tudo que tu tens a fazer é explora-lo.
Se dê essa chance. Não faça uma lista de exigências e se deixa provar pelos pratos exóticos.
Porque a pessoa ideal é a que te faz feliz, que meche contigo, que te traz um diferencial. Simples assim! Ate porque alguém com qualidades & defeitos, muito fora do teu cardápio de exigências pode te fazer muito feliz.
# Pensei nisso. Permita-se!