Sim, por causa da ausência de gravidade.
Na terra, ao atuar sobre os seres vivos, a força da gravidade gera cargas elétricas. Essas cargas estimulam as células formadoras de ossos, chamadas de osteoblastos, que permitem a fixação de cálcio. Quando não há gravidade, os osteoblastos não trabalham direito e o cálcio, que deveria ficar nos ossos, vai para o sangue e é filtrado pelo rim. Uma parte pode ficar no próprio órgão, formando cálculos renais. "A perda de cálcio é mais intensa entre três ou quarto semanas de vôo livre", diz o engenheiro espacial Aydano Carleial, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais em São Paulo. "Após o retorno á Terra, há recuperação gradual no cálcio", diz ele.
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