quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer



Oscar Niemeyer sempre foi uma das minhas maiores inspirações arquitetônicas.

Exemplo de ser humano. Exemplo de criatividade e ousadia.
Partiu desta para uma melhor, disso não tenho dúvidas.
Partiu fisicamente, mas serás eterno na memória e na história da humanidade.







sábado, 1 de dezembro de 2012

A negra é linda


(ilustração por Derbyblue)

- Neguinha, pretinha...
- Não me ofendi...
Adoro ser chamada pela minha cor.
Sou filha dessa terra, sou da noite, a cor.
Tenho dentro de mim orgulho de ser nega nagô...
Dá licença, tô chegando
com meus cabelos crespos, encaracolados...
Relaxa nada, ele tem atitude, ta chegando na parada...
Sai da frente que vou passar
com minha negritude,
A minha gente vou cantar.


- Patrícia Itaibele

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

À Jennifer Moyer - Martha Medeiros




Abri um livro e, antes de começar a lê-lo, me fixei na dedicatória
da primeira página. Dizia:
"À memória de Jennifer Moyer, que deixou tudo melhor do
que havia encontrado."
É o que todos nós gostaríamos de ver escrito no nosso obituário,
imagino.

Desconheço quem seja Jennifer Moyer, mas simpatizei com a moça
(garanto que ela nunca deixou de ser moça, mesmo que tenha morrido
aos 100). Só as pessoas de alma jovem e sadia é que entendem que a
gente não vem ao mundo para sugá-lo, para retirar dele o suco
possível e deixar para trás o nosso lixo. Encontramos o mundo de
um jeito, ao nascer. É uma questão de honra que ele esteja melhor
ao partirmos.

Mas não é tarefa fácil. Eu desanimo quando vejo a quantidade de
pessoas grosseiras que se reproduzem feito gremlins. O uso do
palavrão, por exemplo, que foi assunto no final do ano passado:
normal, todo mundo diz, faz parte do vocabulário de qualquer
sociedade, mas uma coisa é usá-lo coloquialmente, quando a
situação estimula o desabafo. Outra é popularizá-lo sem
necessidade, perdendo a compostura justamente quando se deveria
utilizar a hierarquia para dar bons exemplos, caso de presidentes
da República, diretores de empresa, professores e pais.
“Menino, vá estudar, ou quer ficar na m* pra sempre?”
Essa deselegância no tratamento familiar é comum nos lares
brasileiros, e com aval público, tende a se perpetuar.

Se a gente quer que nossos netos herdem um mundo melhor, é preciso
arregaçar as mangas agora, por isso é que vale repetir: ninguém
morre se caminhar três quadras em vez de usar o carro ou se
procurar uma lixeira em vez de jogar a lata de refrigerante no
meio da rua. E não é só consciência ambiental que precisamos
exercitar, mas também uma consciência básica sobre a arte de
conviver. Não é possível que as pessoas sigam sendo tão maldosas
e ariscas, sempre alfinetando os outros, sempre interpretando
erroneamente os bons atos e cultivando um complexo de perseguição
que mina as relações. Ninguém mais acredita em ninguém, ninguém
confia, todos vivem com a faca entre os dentes, temendo passar por
otários. E é o que acabam sendo. Se tivessem uma visão um pouco
mais pacifista, iriam facilitar muito as relações humanas. Esperar
o melhor dos outros é uma atitude contagiante, mas, infelizmente,
esperar o pior também é. E fica essa guerra de nervos no ar.
Tenho uma visão bem individualista sobre o que torna o mundo mais
habitável: cada um fazendo a sua parte já ajuda um bocado. Não
estou falando apenas de contribuir com dinheiro para entidades
carentes, adotar bichos de rua, doar sangue, mas também em cuidar
do nosso humor, praticar a cortesia, aplaudir, elogiar – não há
submissão nenhuma em ser positivo. Mas somos acomodados e
preferimos esperar por soluções estabelecidas de cima para baixo,
como se a nossa colaboração fosse inexpressiva.

Dedico essa crônica à minha musa inspiradora de hoje, Jennifer Moyer,
que sei lá o que fez para ser homenageada com uma dedicatória num
livro, mas pouca coisa não foi: ou ela soube transmitir aos filhos
a importância de se viver sem mágoas, ou ela soube cultivar seus
amigos, ou ela sempre foi justa, ou não se deixou levar por vaidades
bestas, ou simplesmente sorriu mais do que praguejou. Ou tudo isso
junto, o que já é um belo lote de atos revolucionários.

besouro-estrela

 *u*

10 reais bonito


terça-feira, 27 de novembro de 2012

na lua


A Apollo 11 foi a primeira missão tripulada a pousar na Lua, e seu comandante — o astronauta Neil Armstrong — o primeiro ser humano a pisar no solo lunar. A frase dita por ele, ao pisar na Lua em 20 de julho de 1969, tornou-se uma das frases épicas do século XX:

Este é um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade

Neil Armstrong

Tripulação:

Neil Armstrong – Comandante
Edwin Aldrin – Piloto do Módulo Lunar
Michael Collins - Piloto do Módulo de Comando



Missão: 1º Pouso na Lua
Lançamento: 16 de julho de 1969
Pouso Lunar: 20 de julho de 1969
Local de Pouso: Mar da Tranquilidade
Retorno à Terra: 24 de julho de 1969
Módulo de Comando: Columbia
Módulo Lunar: Eagle

Projeto Apollo


O Projeto Apollo (Projecto Apollo - Project Apollo - Projecto Apolo) foi um conjunto missões espaciais coordenadas pela Nasa (agência espacial dos EUA) entre 1961 e 1972 com o objetivo de colocar o Homem na Lua. O projeto culminou com o pouso da Apollo 11 no solo lunar em 20 de julho de 1969.

A missão incluiu onze vôos tripulados (até à Apollo 7, todas as missões foram não tripuladas). Inclui-se aí o que ficou conhecido como "Apollo 1", em homenagem aos astronautas Virgil "Gus" Ivan Grissom, Edward Higgins White II e Roger Bruce Chaffee, que morreram no solo em um incêndio, dentro da cabine de comando.

O objetivo de explorar a Lua foi abandonado em dezembro de 1972, com o vôo da Apollo 17. Os motivos para esta decisão foram tanto a falta de verbas, cortadas pelo Congresso Americano, quanto o desinteresse da opinião pública estadunidense com o projeto. Ainda que tenha havido três missões tripuladas Skylab que usaram a nave Apollo, e uma missão Apollo 18 (Apollo-Soyuz), estas não tinham como objetivo chegar à Lua.

A nave Apollo foi abandonada em 1975 em detrimento do uso de um veículo reutilizável (o Ônibus Espacial; em Portugal: Vaivém Espacial), que voaria pela primeira vez em 1981.

Carrão